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Futurismo&Moda

Olá querid@s. Ontem foi dia de mais uma apresentação de trabalho na faculdade. Dessa vez o tema era o Movimento Futurista. Confesso que essa era uma das atividades que mais estava me tirando o sono, mas, no final das contas, deu tudo certo. #amém

Não poderia deixar de colocar aqui um pouco desse trabalho. Acho muito importante o estudo da História da Arte, mas não se nós, futuros profissionais, não colocarmos os conhecimentos adquiridos em prática. E esse foi um dos focos da apresentação: traçar um paralelo entre o surgimento do Futurismo, em 1909, e os legados que ele deixou (e ainda deixa) para o mundo da Moda.



Nós fizemos um pesquisa e descobrimos alguns estilistas que desenvolvem trabalhos inspirados nessa onda tecnológica e científica que o movimento traz. Eles, além de trazerem uma proposta super nova para a passarela, utilizam novos materiais, novas fibras, novos recortes, enfim, usam e abusam do novo, para passar essa idéia de movimento e, como já falei, inovação para o público.


Um dos grandes expoentes dessa vertente, hoje, é o designer Haussein Chalayan, londrino, formado, pela Saint Martins, mesma instituição onde o grande McQueen passou. É impressionante o trabalho dele e sua tentativa de dar movimento aos seus looks na hora do desfile. Fico super babando na tentativa de descobrir o mecanismo que ele utiliza para 'dar vida' a sua obra.




Esse vídeo traz a coleção de verão de Chalayan do ano de 2007. Ele, na minha humilde opinião, exprime basicamente a idéia do movimento futurista. Como falei, é fantástica a idéia de contrução/descontrução/movimento/dinamismo trazidos para a passarela. Fico imaginando a emoção das pessoas presenciando esse desfile incrível. Eu ficaria boquiaberto, certamente.


Também temos alguns estilistas nacionais que trabalham com esse conceito, como a Glória Coelho e seu filho Pedro Lourenço, que vem, como já devem saber, nas passarelas internacionais. O trabalho de ambos é bem bacana, sempre apostando na inovação de tecidos, cortes, aviamentos, etc.

Eu sou super fã,como já disse por aqui, da utilização de plissados, babados, drapes e afins, mas também gosto bastante dessas construções mais geometrizadas, com ar mais 'modernoso', tanto que estou utilizando esses elementos para a produção de uns croquis de outra disciplina (juro que depois coloco aqui para vocês verem).

Por enquanto é isso. Espero que tod@s consigam captar a idéia dessa movimento de vanguarda e que utilizem isso nas suas criações. Um forte abraço.

Imagens: Reprodução
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EMOS: Suas Origens, Concepções, Ideais e Estilo de Vida*




CULTURA EMO: SURGIMENTO

De acordo com Helal (2010), a criação dos diversos grupos juvenis sofreu grande aumento no final do século XX, em conseqüência da fragmentação cultural, o que possibilitou o surgimento de grupos ligados por idéias, causas e comportamento, sendo uma maneira dos adolescentes representarem seu estilo, vivenciando o pertencimento de grupo. O mesmo autor defende a idéia de que o aparecimento de tribos urbanas está relacionado a uma alternativa diante daqueles grupos formais existentes na sociedade (família, igreja, etc.), uma vez que esses deixam de representar o modo de vida do mundo em que vivemos atualmente.

É nesse contexto de modificações na nossa estrutura social que aparecem os Emos, abreviação da expressão em inglês Emotional Hardcore, que foi dado ao estilo musical influenciado pelo Punk. A música Emo surgiu na década de 80, em Wahington DC, misturando o som pesado com letras românticas e introspectivas, tratando de temas como brigas entre namorados, conflitos familiares e revolta contra o sistema político vigente. Dentre as bandas que participaram da criação desse estilo, podemos citar a Rites of Spring, Embrace e 7 Seconds and Scream que tinham um som parecido com o Punk, mais com um ritmo mais leve e, como citado anteriormente, com letras mais introspectivas. (SIMÃO, 2008)

Segundo Nogueira (2008), o surgimento da tribo Emo é uma conseqüência assistida depois da Segunda Guerra Mundial, assim como vários outros grupos. Esses tentavam, através da música, mostrar toda sua indignação diante do horror trazido pelo regime em que se encontravam. A mesma autora trata do surgimento da cultura Emo como a fusão do jeito de ser rebelde dos Punks do final dos anos 70 com o Indie Rock, característico dos anos 60, que expressava uma maneira mais comportada.

Com o passar do tempo, houve algumas modificações na estrutura principal que guiava o estilo de música Emocore. Abandona-se a batida pesada e o som grosseiro do Punk e adota-se de uma vez por todas a estética mais suave, mais melodramática, com letra e tom musical bem romântico. (SIMÃO, 2008)

É com essas fusões de estilos e modos de ser que o Emocore chega ao Brasil, provocando nos grupos juvenis uma identificação frente ao comportamento e o modo de vestir dos jovens norte-americanos, não sendo, portanto, modificado nenhum de seus padrões originais para se enquadrar na cultura brasileira. Algumas bandas de destaque no cenário brasileiro são a Fresno, uma das primeiras a adotar essa nova estética, e a NX Zero. (NOGUEIRA, 2008)

CONCEPÇÕES, IDEAIS, SEXUALIDADE

A segmentação Emocore preconiza e pratica a tolerância sexual. Muitos emos afirmam que o estilo de vida se assemelha à sexualidade, pois preferem não inibir suas emoções e seus desejos sexuais. A maioria emocore é bissexual, acreditando na “dispersão do amor” justificada pela idéia conceitual de que não se distingue homens, mulheres e suas opções sexuais.

Segundo Regina de Assis, doutora em Educação, formada pela Universidade Columbia, a tolerância é o traço de comportamento que distingue os emos de outros jovens. Essa tolerância se reflete na sexualidade, visto que existe uma flexibilidade em relação a esse tema, pois homens e mulheres se relacionam entre si, ocorrendo relações entre o sexo oposto e entre o mesmo sexo.

A cultura emo defende a liberdade de expressão, opondo-se a qualquer tipo de preconceito. Essa livre expressividade emocional é visualizada pelos carinhos e demonstrações afetivas em público, no qual garotos e garotas se beijam e se abraçam como forma de expor seus sentimentos, evitando formas qualquer de repressão.

A “tribo” dos emos se define como um grupo extremamente emocional e que prefere expor ao invés de reprimir. A intensidade de seus sentimentos é vista de maneira preconceituosa por algumas pessoas que não compreendem essa segmentação social. A luta contra o preconceito é uma das características importantes dos emos, visto que esses são atingidos por porções sociais que os excludem.

Os principais pontos de discussões a respeitos dos Emos é a identidade, preconceito e relações grupais. Segundo Leni (1989), é no contexto grupal que cada pessoa se identifica com outra e ao mesmo tempo diferencia-se de cada uma dela, isso porque mesmo fazendo parte de um determinado grupo, cada pessoa tem sua personalidade, o que é único em cada individuo.

A definição grupal de cada indivíduo também se dá por características comuns ao dos outros membros. Dessa maneira, a identidade da vazão à organização da realidade vivida pelos indivíduos participantes do grupo, o que torna o convívio quase familiar.

Os Emos transparecem suas crenças, concepções e pensamentos de maneiras simbólicas e com poucas expressões verbais. O que mostra o que realmente são os emos são suas roupas, estilo musical, uma certa estranheza de comportamento, que muitas vezes os levam a auto exclusão.

A mídia é algo que vem ajudando os Emos a se “libertar” até certo ponto do preconceito. A peculiaridade das roupas, grandes franjas coloridas, que cobrem os rostos, o uso de acessórios, a maquiagem também era alvo do preconceito e perseguição onde quer que eles se encontrassem, principalmente nas escolas, já que a maioria dos adeptos desse grupo são adolescentes.


Esse preconceito contra os Emos é definido como emofobia. Algumas características psicológica dessa tribo urbana também da vazão para o preconceito, como, por exemplo, o exagero de carinho e sensibilidade demonstrados pelos membros do grupo do mesmo sexo é sofre questionamentos. Por exemplo, é comum que meninos e meninas se beijem na boca aos se cumprimentarem ou tristeza demasiada por um assunto banal contidiano, tal como uma menina acordar chorando como percebe que sua coruja de pelúcia caiu embaixo da cama enquanto ela dormia. Por isso, os Emos são definidos por outras tribos como homossexuais. (FEITAS, 2010)

Os Emos tem ideais admiráveis que deveriam ser seguidos. Eles tem verdadeira repulsão por pessoas violentas, qualquer tipo de agressão física é altamente reprovada por eles. Os Emos parecem lutar sem armas por um mundo sem violência. O fato de eles não economizarem nas demonstrações públicas de carinho e o de serem pacíficos à intolerância de outras tribos os tornam alvos fáceis da intolerância. Eles pregam a tolerância em todos os sentidos, inclusive na opção sexual. Os Emos costumam dizer não às drogas e ao álcool, embora isso não seja uma regra. Por causa dos desestímulos e rejeição social por grande parte das pessoas os Emos expressão suas opiniões através daquela que se tornou o principal meio de disseminação dessa cultura, a Internet. Com seus blogs, fotoblogs, diários on-line, redes sociais, como o Orkut, e outras que fizeram o preconceito reduzir um pouco e os tornassem a “onda de momento”, ou seja, ser Emo está na moda.

ESTILO EMO E MODA

O estilo emo expõe a identidade dos membros dessa segmentação social. A maneira de se vestir expressa o humor, os ideais e a emotividade. A moda é interpretada por quem a vê, gerando diferentes opiniões e tendências, que são características da tribo dos emos, vistos que esses se vestem de maneira específica e com peças que os classificam e que os separam de uma grande porção da sociedade.

O emocore usa camisetas com estampas infantis, com caveiras, com símbolos de suas bandas preferidas, com estrelas, poás, listras e xadrez. As calças são de corte tipo skinny, das clássicas pretas e brancas as cores chamativas, fortes, gritantes. Os acessórios, como cintos, bonés e bolsas apresentam tachas ou rebites, os sapatos tipo all-star são uma característica forte dos emos, muitas vezes usados com cadarços coloridos, seus colares ou pulseiras são inspirados em personagens em quadrinhos como Wilma Flinstones. É importante destacar que cores neutras ou coloridas são usadas de acordo com o estado emocional dessa tribo estudada.

A maquiagem é utilizada de uma maneira extremista, os olhos são fortemente marcados por lápis de olho, delineador preto, rímel, sombras escuras. A boca e a pele são maquiadas neutramente. Os cabelos, normalmente pretos e lisos, apresentam franjas dispostas lateralmente, cobrindo um dos olhos.

O preconceito atinge o grupo dos emos, visto que eles apresentam caracterizações específicas, que não agradam a todos. A maneira de se vestir, o modo comportamental, as idéias e as opções sexuais, muitas vezes não compreendidas pela sociedade, os dispõem em um nicho excludente.


*Trabalho apresentado para a disciplina de Antropologia da Moda. Autores: Carpgiany Santos, Nara Martins, Pedro Oliveira e Roberta Kelvia

Imagens: Reprodução

Estampa daí que eu Estampo daqui.

Bom,
vou logo avisando que meu sumiço das redes sociais (principalmente do blog) tem motivos. Além de seminários, croquis, estágio e etc. estou, junto com umas colegas, desenvolvendo uma estampa para avaliação final de uma disciplina. O que posso falar até agora é que está sendo uma experiência super bacana pra gente (nunca tinha trabalhado com estamparia, mesmo adorando ilustração).
Resolvemos, depois de muito pensar, unir três gostos pessoais e acabamos tendo uma inspiração um tanto quanto inusitada (pelo menos pra mim). O que vocês diriam da mistura entre a Art Nouveau e o Surrealismo? Pois é, resolvemos apostar nas curvas (até meio naturalistas) do primeiro movimento e o irreal do segundo.
Essas foram as imagens que a gente escolheu para montar os painéis de inspiração e eles tem muito do que a gente está colocando na estampa (lógico!)




Vou confessar que tenho uma queda enorme pela Art Nouveau. Acho ela extremamente rica, mesmo não tendo sido um movimento tão expressivo. Já não posso dizer o mesmo do Surrealismo, por isso que tá sendo bem desafiadora essa 'missão'. Espero que o resultado fique bacana. Depois mostro para vocês. Abraços!

Imagens: REPRODUÇÃO
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Toy and Me

Passando super rápido só para dar à vocês uma super dica: está acontecendo, desde o dia 20 de outubro, uma exposição sobre toy art lá na livraria Cultura. Um local bem improvável para receber esse tipo de mostra, não é?!! Mas a intenção é super bacana e vários artistas e designers brasileiros estão com trabalhos expostos. Dentre os quais, podemos citar Glória Coelho, Lino Villaventura e Jun Nakao. Interessante, não?!!


Terei que ir lá para fazer uma pesquisa de campo de uma disciplina da faculdade. Podemos marcar uma dia bem bacana para tomar um cafézinho lá vendo esses toys, não acham?!! Abraços!

Serviço:

O que: Exposição Toy and Me
Onde: Livraria Cultura (Shopping Varanda Mall - Av Dom Luiz, 1010)
Quando: De 20 de outubro à 20 de novembro
Hora: seg à sab - 10h às 22h
Dom e feriados - 14h ás 20h

Irmãs Univitelinas Separadas na Maternidade

Será que só eu acho a cara de uma o fucinho da outra???

Leighton Meester - a Blair de Gossip Girl

Isabelle Drummond - Eterna Emília do Sítio do Picapau Amarelo

Duas atrizes lindas, finas e talentosíssimas separadas por 08 anos de diferença. Abraços!
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