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Mostrando postagens com marcador Jean Paul Gaultier. Mostrar todas as postagens
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Les subversifs

Subversão, palavra bonitinha, falada aos quatro cantos do mundo e que tem feito parte do imaginário social há muito tempo. Para quem não sabe, subversão significa uma revolta, um transtorno, principalmente no sentido moral, uma desobediência civil, etc.

Sabendo disso, me fiz a seguinte pergunta: e na moda, ocorreu e ocorre subversão? Mesmo sendo uma pergunta meio óbvia, eu resolvi pesquisar como essa ação ajuda no processo criativo e na forma de ser de alguns dos grandes mestres da moda. Então, me ocorreram os seguintes nomes, que agiram contra seu sistema e revolucionaram na forma de vestir das pessoas ao seu redor.

Paul Poiret


Grande mestre da moda. Foi ele que deu os primeiros passos para a construção da moda como a conhecemos hoje, liberando a mulher do espartilho. Em vez desse acessório, ele propôs a utilização de saias de cintura alta estruturada com barbatana, o que deu mais leveza e movimentação ao look feminino. Também foi um visionário na construção de roupas com drapeados.

Chanel


Mãe da androgenia. Com certeza, tudo o que eu falar sobre ela aqui será pouco. Chanel revolucionou ao criar uma moda onde as mulheres pudessem se firmar como pessoa gerente de seu próprio destino, saindo da mesmice e da vida das 'dondocas' Amélias do passado

Elsa Schiaparelli


Revolucionou trazendo as artes plásticas para a moda. Para isso, usou muito do trabalho de Salvador Dali, bem como outras trabalhos do movimento cubista e surrealista, influenciando demasiadamente suas criações. Foi pioneira no desenvolvimento de tecidos com estampa de jornais, o que viria a influenciar notadamente outros artistas.

Yves Saint Laurent


O pequeno príncipe da costura foi o criador do conhecidíssimo vestido Safári e do smoking feminino, que arrematou o trabalho iniciado por Chanel na luta pela liberdade feminina, representando uma mulher com novas atitudes

Jean Paul Gautier


Excêntrico, criou vários looks para filmes e para grandes personalidades, como a Madonna. Inovou colocando na passarela modelos fora do padrão, idosos, gordas, modelos usando tatuagens, piercings, etc.

Vivienne Westwood


Excêntrica, irreverente e provocadora. Essas são as principais características da grande Vivienne. É ótima na criação de roupas de cunho político e social. O erótico também sempre permeia suas criações. Mescla temas joviais com elementos mais tradicionais, como, por exmeplo, o espartilho.

Alexander Mcqueen


Outra personalidade que eu sou super suspeito para falar. Sou abertamente mega fã do Alexander, pela sua maestria na construção de looks conceituais que fogem totalmente da realidade, adotando a subjetividade como grande parceira na composição das peças. É difícil não se emocionar vendo um desfile dele, pois viamos demasiadamente seus sentimentos, seus medos e seus anseios nas suas criações. o Bad Boy da moda fará, com certeza, muita falta.


Bom, com certeza muitos outros estilistas agiram de forma subversiva, criticando, protestando e tentando mudar seu contexto social. Esses são alguns dos que eu mais gosto e que, na minha opnião, servem de reverência para quem quer estudar moda de uma forma, como supracitei, menos "dodonquinha". Espero que esse breve resumo lhes seja útil e que vocês, dentro das suas possibilidades, possam usar a moda também como objeto de transformação sócio-cultural. Abraços.

Imagens: Reprodução

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Semana da Alta Costura de Paris - Au revoir

Último dia de grandes desfiles. Vejamos quem deu o ar da graça.

Elie Saab

Esse, pra mim, merece destaque especial também. Um desfile glamuroso, um baile cheiro de luxuosidade. Vestidos amplos e mais 'sérios' contrastaram com tubinhos curtos, tomara-que-caia, de apenas um ombro e com decotes bem generosos. No começo do desfile, ver-se essa elegância estrita, mas no decorrer desse os vestidos vão tomando comprimentos diversificados, com vendas grandes (bem grandes). Pra arrematar o show, Elie propoem uma noiva moldada aos costumes do passado, com um amplo vestido que remeteu aos do século após (ou até mesmo durante) o renascimento, onde a ostentação era marca registrada.


Jean Paul Gautier


A partir desse desfile do JPG, as coisas mudam nessa Semana de Moda. Antes, vimos muito luxo, mas voltado para um estudo mais urbano, mais moderno. Porém, JPG vem com uma proposta diferente, um estudo mais étnico. Rico também em detalhes, o desfile mostra-nos uma diversidade cultural enorme, desde roupas que remetem (ao meu ver) o cangaço nordestino (eita Maria Bonita!!! srsrsrs), até outras que trabalham as tribos indigenas norte-americanas. Conclusão: muita pena, muito couro, franjas, tranças e cores diversificadas. Segundo o estilista, o desfile foi inspirado em Avatar (graças a Deus não vimos criaturas azuis desfilando na passarela.. srsrsrsrs)

Maison Martin Margiela

Primeiro desfile da marca sem o Martin. Um desfile simples, mas bem rico em detalhes artesanais.

Valentino
Seguindo o exemplo de Jean Paul, Valenino deixa de lado seus cortes e seus vestidos elegantérrimos e explora um mundo mais étnico e bem mais jovem. O desfile começa com cores pouco variadas, sendo que os vestido eram arrematados com pequenos detalhes, como faixas coloridas ou tingimentos também de outras cores. Do meio para o fim do desfile, começamos a ver uma variação bem ampla na cartela de cores, sendo o amarelo, o vermelho e os tons terrosos as cores mais utilizadas.

Au revoir!
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Semana de Moda de Paris

Como estava previsto no nosso calendário fashion, semana passada, enquato o SPFW mostrava seus últimos desfiles, a Semana de Moda de Paris dava o ar da graça.
Como já sabíamos, vários nomes ilustríssimos da moda mostraram suas proposta para a moda masculina, lógico sempre seguindo a linha esportiva descrita em outros post aqui mesmo no blog. Mas por incrível que possa parecer, essa não foi a túnica temática explorada pelos designers. Muitos mostraram a vestimenta de um homem europeu normal, ou um homem mais moderninho, com sapatos ou calças coloridas, para quebrar o tom austero do inverno. Ah, outra coisa, e tudo muito usável pós passarela. Eu usaria váriooooss dos looks apresentados na 'maió'. (rsrssrsrs)
Enfim, com ou sem esporte uma coisa é certa: o inverno vai ser, com certeza, muito alegre, contrastando sempre com tons mais sóbrios e frios.
Quem tal vestir uma camiseta básica colorida e jogar por cima um blaiser em tom de grafite ou mesmo preto? Pois é, essa é a tendência.
Vejamos mais com os desfiles:

Quinta, 21 de janeiro

Viktor & Rolf
Simples, mas bem luxuoso. Gostei!
Louis Vuitton
Interessante. Adorei os acessórios.
Jean Paul Gaultier
Boxe, muito boxe, com direito a ringue e tudo.
Sexta, 22 de janeiro

Yves Sant Laurent
Simples, muito simples, até um pouco sacal. Para não ser chato, podemos dizer que a coleção foi bem planejada, rica em acabamentos e com ótima modelagem. srsrrsrs

Comme des Garçons Homme Plus
Gostei da proposta do colorido para a parte inferior e também esse projeto de short sobrepondo a calça social super normal.
Givenchy
Espiritualidade (coroa de espinhos, imagem de Jesus... etc) misturada com um pouco de sensualidade. Talvez um pouco de pecado, tentação, perigrinação (mostrada, principalmente, com as sandálias de tira de couro). Jesus is Lord?

John Galliano
Tô pra entender o que foi que o JG quis dizer com esse desfile. Talvez essa seja mesmo a inteção: deixar o povo na dúvida. Onde estão os elementos de estilo? Quer dizer, eles até apareceram, mas bem raramente em dois ou três looks. Se separados, com certeza, dariam para ser feitos uns 5 desfiles com esses looks tão diversos. Dúvida? Veja o vídeo:


Sábado, 23 de janeiro

Ann Demeulemeester
Mais ousado. Confesso que tive um pouco de medo, mas depois me acostumei com a make up dos modelos. Gostei dos acessórios e dos looks, principalmente dos mega casacões. Cores não tão fortes em alguns momentos, mas desfile bem sóbrio, meeeesssmo.

Dior Homme
Hermès
Raf Simons
'Androgênica'??

Domingo, 24 de janeiro

Lavin
'Androgênica'²??
Paul Smith
Alegre

Gostaram? Eu, sinceramente, preferi os desfiles de Milão. Enfim, c'est lá vie...
Abraços!
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Semana de Moda de Paris


Viktor&Rolf








Estamos cansados de saber que o nude vem com tudo no verão. Mas não sabia que essas coisas estavam sendo levadas tão a sério pela Viktor&Rolf e por isso dedico atenção especial a marca nesse post. Pois é meu povo. A coleção inteira da grife vem alicerçada na utilização do tule. São camadas e mais camadas, que dão uma estrutura bem marcantes à vestidos, saias e blusas. Unido ao tule, temos uma alfaiataria clássica e uma make com olhos e bocas bem marcadas. Ah!! Ia esquecendo!! Que sandálias são essas? Arrasou!

Comme des Garçons




Já a coleção da Comme des Garçons me lembrou muito filmes com a temática do fim do século XVIII, principalmente essa peruca e essa make up. O que podemos ver foi estamapas com cores variadas, casaquinhos e shorts em alfaiataria, detalhes em couro, assim como no segundo dia de desfiles. Os tons nudes também marcaram presença na passarela da marca.

Jean Paul Gaultier









Atenção especial também para Jean Paul Gaultier. Porque?! Mistura de tendências e tecidos de cores e gramaturas das mais variadas. Primeiro, vemos o jeans em quase todos os looks: macacões, saias, etc. Depois, temos o uso do brim sarjado em looks que lembram uniformes militares. A androgenia rolou solta na passarela da Gaultier, misturada com a presença das lingeries, que, por vezes, pareciam a peça principal do look. Boa jogada!
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