
O Trabalho por trás das Etiquetas*

Moda, Identidade e Afirmação.



Moda + Design + Sustentabilidade = Monttainai Design
Moda Contemporânea
Pois é, recebi o convite para assistir uma palestra hoje e como tava sem fazer nada de produtivo super aceitei. E num é que eu adorei. O tema era Moda Contemporânea e o ministrante foi o Prof. José Pires (conhecido como Jops), formado em Letras e em Estilismo e Moda pela Universidade Federal do Ceará.
Mas seria Moda Contemporânea ou Moda na Contemportaneidade? Quais os fatores que influenciam essa Moda? Quais os acontecimentos históricos que influenciaram e a fez chegar onde se encontra?
Enfim, todos esses questionamentos fizeram parte da apresentação do Prof., que fez uma analise histórico-sociológica da moda, desde a década de 20, marcada pela ascessão das estilistas femininas, passando pelas décadas subsequentes até chegar no momento atual, destacando sempre as principais caracteristicas desses períodos e como esses influenciaram a Moda como conhecemos.
Para ele, existem, hoje, traços que identificam a Moda "Contemporânea", a saber:
- A cultura do espetáculo, ou seja, os grandes desfiles, que entraram em ascessão na década de 90;
- O paradoxo existencial do 'Eu' e do 'Grupo', que diz respeito, em suma, como a forma de se vestir insere um individuo em determinado grupo (emos, rocks, hippies, patricinhas);
- Consumo.
Para exemplificar o primeiro traço e trazer um pouco dessa discussão para o nosso meio, o palestrante mostrou o trabalho do designer Mark Greiner, arquiteto de formação e excelente criador da 'roupa instalação', ou seja, daquela roupa que tem um grande valor artistico e que é utilizada para dar continuidade a essa cultura do espetáculo supracitada. Já conhecemos o trabalho do Mark, mas não custa nada dar mais uma olhadinha:




O QUE É CONSUMO?*

A palavra consumo possui algumas raízes etimológicas, sendo que para o latim, consumere, tem sentido de utilizar tudo, acabar, esgotar. Já para o inglês, consummation, o sentido está voltado para a soma, à adição de produtos, objetos, etc. No Brasil, vemos hoje uma maior utilização do primeiro conceito. (BARBOSA;CAMPBELL, 2006)
Para o Dicionário de Economia (2009), o consumo é a aplicação das riquezas para a satisfação das necessidades econômicas do indivíduo.
Tendemos a associar o consumo somente ao ato de comprar, esquecendo outras variantes envolvidas nessa ação. Essas estão associadas ao ator precedente de escolher o que queremos comprar, por que queremos adquirir determinado bem ou serviço, como devemos adquiri-lo e quem nos fornecerá esse bem. Após essas etapas ocorre uma reflexão e, somente terminada essa fase, é que se passa diretamente para a compra, sendo que esse ato é seguido pelo descarte do produto comprado. (CONSUMO, 2008)
Toda e qualquer sociedade utiliza o mundo material existente em torno de si para poder reproduzir-se , tanto física como socialmente. Esses produtos têm algumas funções, tais como as básicas, de proteção e de saciedade das nossas necessidades orgânicas, de status, pois media as relações e confere status entre as pessoas de um grupo, e de descoberta, tendo em vista que aprendemos a construir nossa subjetividade e identidade.
Em nossa sociedade, consumir, além da compra por necessidade propriamente dita, ganhou uma serie de implicações. A compra tornou-se, principalmente, o fato de adquirir algo que vai trazer-lhe felicidade e vai proporcionar, ao “consumidor”, uma inserção na sociedade. Os produtos acabam por carregar consigo um valor simbólico muito grande. Dessa forma, o individuo possuindo alguns desses produtos vai a passar a ser visto dentro da sociedade: o fato de ter sobrepõe a questão do ser (LYRA, 2008).
Dessa forma, “o consumo envolve outras formas de provisão que não apenas aquelas concebidas no formato tradicional de compra e venda de mercadorias em condições de mercado.” (BARBOSA;CAMPBELL, 2006, p. 25)
Se pensarmos um pouco, o consumo está presente em todos os nossos hábitos cotidianos. Quando acordamos pela amanha, tomamos banho e escovamos os dentes utilizando produtos comprados no mercado. Quando vamos tomar nosso café-da-manhã, provavelmente estaremos nos alimentando de produtos também disponíveis para a compra em mercearias, supermercados, etc. E, assim, sucessivamente, ocorre o consumo de bens e serviços durante nossa jornada diária.
Esse hábito de consumo tem gerado várias discussões em nosso meio, tendo em vista que ele remonta a aspectos impactantes em nosso meio e principalmente em nossa economia. (CONSUMO, 2008)
Vivemos em uma sociedade conhecida como “fast-society”, onde os produtos só duram o tempo necessário para que outras mercadorias apareçam e venha satisfazer as vontades do individuo. Uma prova marcante disso é a utilização de celulares, que, a cada dia mais, cresce, conseguindo alcançar até as camadas mais populares de nossa sociedade. E, ainda em relação aos aparelhos telefônico portáteis, podemos observar a constate atividade do mercado em busca de oferecer celulares melhores e mais sofisticados. O consumidor, atraído pela sua beleza e, principalmente, pelo seu valor simbólico é instigado a trocar de aparelho com pouco tempo de utilização (CONSUMO E CIDADANIA, 2004).
Segundo Lyra (2008), citando Nestor Canclini, as diferentes formas de consumir existentes hoje em nosso meio, e suas implicações, transformaram as formas de exercer a cidadania e isso se justifica pelo constante degradação da política, onde a participação popular tornou-se quase invisível. Outra característica bastante marcante de nossa sociedade de consumo é um processo de destruição dos sujeitos, sendo que ocorre uma maior valorização dos objetos. É bastante comum a pessoa viver cercado de vários objetos da moda, esquecendo-se de manter relações com outros indivíduos, podendo ser o consumo considerado como um dos fatores que auxiliam no “isolamento e a separação entre as pessoas” (LYRA, 2008).
Contribuindo nesse contexto, a mídia exerce hoje grande influencia nas escolhas do consumidor. Através de campanhas publicitárias esse meio de comunicação acaba por formar ou moldar o comportamento da nossa sociedade pós-moderna (CONSUMO E CIDADANIA, 2004).
Entram em cena nessa discussão as questões relacionadas ao consumismo, ou seja, ao ato de comprar simplesmente por comprar, sem razão especifica. Nesse contexto, as empresas de marketing e propaganda são tidas como grandes vilões, pois colaboram para aumentar esse desejo pela compra e por criar uma ilusão de necessidade em objetos que não precisamos. E ai está a diferença em consumo e consumismo, sendo que no primeiro agimos por necessidade, para satisfazer desejos e necessidades naturais e orgânicas. Já no segundo, o que prevalece é o desejo embutido pela mídia, é o consumir pelo modismo e para conseguir status social (CONSUMISMO, 2009)
*Trabalho da Faculdade sobre Consumo
Consumo? Consumismo? Oneomania? Socorrrroooo!

- Gastar mais do que o salário permite;
- Vai à loja para comprar um determinado artigo de e acaba saindo com outros;
- Tem em casa peças de roupas ainda com etiqueta e muitas vezes acaba nunca usando-as;
- Não resiste a uma promoção embora não esteja precisando do produto ofertado;
- Sente um enorme prazer com o ato da compra e depois é tomado por um sentimento de culpa;
- Costuma mentir sobre o que compra, quando compra, quanto gastou, pois tem sempre alguém dizendo que está gastando demais;
- Muitas vezes tenta controlar seus gastos, diminuir as compras, mas não consegue, se sente frustrada e incapaz de lidar com essa situação.
Embrião: Uiiiii
Mas, para inicio de conversa, o que é roupa? Roupa é todo e qualquer objeto utilizado a fim de cobrir o corpo, sendo que, por vezes, são utilizados acessórios nessas roupas, tais como bolsas, cintos, etc. Aliado a esse conceito, sabemos que a roupa (traje, indumentária) possui várias funções em nossa sociedade, as quais precisamos saber para conhecer como funciona esse fenômeno tão grandioso que é a indústria de confecção e a moda.
“A roupa não tem apenas função de adorno, mas protege o organismo contra as sujeiras, os micróbios, os ventos, as chuvas, o frio e o sol excessivo. A roupa é tão importante para a manutenção da saúde quanto a alimentação adequada e a higiene pessoal”. (LEITE, 1980, p. 107)
Segundo TREPTOW (2003), A indumentária está ligada à evolução humana, tendo em vista que essa vem acompanhando o desenvolvimento do ser e suas transformações na sociedade. Através de uma análise histórica, podemos ver o papel da roupa desde a antiguidade até os dias atuais.
Segundo a Bíblia, a roupa está inserida em um contexto onde o pecado é o tema principal. Quando Adão prova do fruto proibido, tanto ele como Eva notam que estão completamente despidos e, a partir de então, passaram a vestir-se com folhas de figueira. (DANNEMANN, 2009)
Já na pré-história vemos o homem vestir-se para proteger seu corpo das intempéries. Porém, não se pode registrar apenas essa função pragmática nesse período, tendo em vista que muitos historiadores relatam que os caçadores da antiguidade usavam suas peles para receber a força do animal que tinha sido capturado. (TREPTOW, 2003)
Ao longo da história, muitas civilizações fizeram o uso do vestuário para se distinguir socialmente e para mostrar status, trazendo no corpo as marcas da cultura de determinada sociedade e o poder de determinados indivíduos.
Segundo Treptow (2003), nesse ponto estético, podemos já tratar de moda, pois a mesma nasce no momento em que o indivíduo passa a dar valor a sua aparência e tende a querer diferenciar-se dos demais, assemelhando-se a outros, tendo em vista que a moda se dá nesse constante processo de diferenciação e identificação.
Outra função marcante da vestimenta em nossa sociedade é aquela que diz respeito à diferenciação de trabalhos, ou seja, aquela utilizada por médicos, militares, bombeiros, etc. Algumas são utilizadas como meio de proteção (como no caso de médicos que trabalham diretamente expostos a microorganismos), outras têm a utilidade apenas de distinção, tais como os fardamentos escolares das crianças, o fardamento do policial, etc. Outra característica importante, diferenciada pelo tipo de vestuário, é o sexo da pessoa que o utiliza, sendo também uma questão de gênero. (ROUPA, 2009)
O tipo de roupa que um individuo vai utilizar, além das questões supracitadas, ainda podem envolver outros fatores, tais como: proteção contra o frio e o calor; ocasião em que se vai utilizar a peça de vestuário; religião da pessoa; disponibilidade no acesso de materiais para a fabricação da vestimenta; diferença na fabricação; sexo, idade e poder de compra do consumidor. (ROUPA, 2009)
Hoje, podemos ver que a roupa está presente em todos os âmbitos de nossa sociedade, expressando a personalidade do homem e a maneira como esse vive, só que com uma diferença: não se tenta mais esconder-se por traz do vestuário e sim mostrar-se com verdadeiramente é, o que gosta e o que deseja, seus anseios e suas angústias. (INDUMENTÁRIA, 2009)
Segundo Víctor (2009), a evolução da indústria de confecção pode ser caracterizada por três fatos históricos distintos, que serão discutidos a seguir.
O primeiro deles trata-se da Revolução Francesa, ocorrida em 1789. Essa grande revolução, que marcou e influenciou a história mundial, teve, como principais causas: o governo absolutista do rei (Luis XVI), a desordem administrativa, os gastos elevados na participação de batalhas e no luxo dos poderosos e a crise financeira. Para piorar a situação o governo francês assinou em 1786, com a Inglaterra, um tratado que permitia a entrada do vinho francês com baixas tarifas alfandegárias em território britânico. Em troca os tecidos ingleses puderam entrar na França com os mesmo direitos, o que afetou a industria manufatureira francesa. A partir de então, surgiu uma onda de falências, acompanhada de desemprego e queda de salários, arruinando o comércio nacional. (VICENTINO, 2000)
Portanto, as maiores causas dessa grande revolução foram econômicas, sendo que as riquezas eram mal distribuídas e a crise na produção agrícola permitiu para a geração de uma grande onda de miséria e fome na França. Deu-se, no meio dessa crise, a revolta. (REVOLUÇÃO FRANCESA, 2009)
Com medo dessa onda se espalhar pelo resto da Europa, vários países organizaram-se para deter a entrada do pensamento revolucionário em seu território, tais como a Inglaterra, Espanha e Holanda. A Inglaterra, como seu grande poderio econômico e militar, destacava-se, então, como grande inimiga da França, tomando o espaço desta como grande potencia mundial, política e econômica. (VICENTINO, 2000)
De acordo com Victor (2009) Nesse contexto, a grande influencia da Revolução Francesa para a Indústria de Confecções deveram-se as estratégias utilizadas por Napoleão Bonaparte para tirar a França da crise econômica travada contra a Inglaterra, detentora em acessão do poder na Europa. O mesmo contratou um costureiro que fez a difusão da moda francesa para o resto do mundo, sendo que essa moda tornou-se sinônimo de elegância e boa condição social, tornando-a objeto de desejo da elite. Essa ação proporcionou um aumento na produção têxtil e, consequentemente, no consumo de tecidos.
O segundo marco histórico trata-se da Revolução Industrial. Essa se iniciou na Inglaterra durante da segunda metade do século XVIII e foi impulsionada pelo surgimento de máquinas e das grandes fábricas. Esse evento proporcionou a saída de um sistema completamente artesanal (manual) de produção para um sistema mecânico e fabril, o que, a partir disso, iria repercutir definitivamente para o processo produtivo nas indústrias em ascensão. (PEINALDO; GRAEML, 2007)
Segundo Peinaldo e Graeml (2007), a chamada primeira Revolução Industrial ocorreu especificamente na Inglaterra, com preponderância para as atividade relacionadas ao setor têxtil.
A Revolução Industrial, de acordo com Victor (2009), foi importante devido às inovações tecnológicas advindas com a mesma, como, por exemplo, a fabricação do primeiro tear mecânico, a descoberta da tinta acrílica (dividindo cores para ambos os sexos) e a invenção da máquina de costura, em 1851 por Isaac Singer, que proporcionaram um aumento da produção nas indústrias.
Tal marco histórico, como supracitado, influenciou toda a cadeia industrial, trazendo um enorme numero de conseqüências para a vida do homem que acompanhava esse processo.
A partir de então, passa a ser registrada as duras situações de trabalho que viviam os operários. Alguns eram tratados sob regime de escravidão, trabalhando mais de doze horas por dia. Isso sem falar nos direitos que eram completamente isolados, tais como férias, assistência médica, segurança no trabalho, etc., sendo constante o registro de doenças (tuberculose, coqueluche, caxumba e varíola) no âmbito fabril. (PEINALDO; GRAEML, 2007)
Segundo Galvêas (2009), outra grande conseqüência da Revolução Industrial foi o crescimento demográfico, causado pelo êxodo rural, que atingiu níveis inconcebíveis para a época. Esse excesso de mão-de-obra proporcionou, para o dono dos meios de produção, uma facilidade de encontrar pessoas disponíveis para o trabalho dentro das fábricas, por um salário irrisório, insuficiente até mesmo para a subsistência destes, caracterizando a chamada fase do “capitalismo selvagem”.
Com o aumento da mão-de-obra e crescente evolução tecnológica dos meios de produção, ocorreu o desejo de especialização dos operadores, a fim de aumentar o nível de produção. Essa ação proporcionou a produção em série e, consequentemente, as linhas de montagem. Outra característica dessa época era a fabricação especializada de apenas um produto. Esse pensamento ficou conhecido como fordismo e teve apoio de outras teorias, como o taylorismo, “que visava buscar o aumento da produtividade, controlando os movimentos das máquinas e dos homens no processo de produção”. (VICENTINO, 2000, p. 287)
O terceiro e último grande acontecimento histórico impulsionador da Indústria têxtil foi a Segunda Guerra Mundial, que começou em 1939 e teve seu término em 1945. Essa ocorreu devido ao aumento do imperialismo, do nacionalismo e, principalmente, da indústria bélica. Outro fator importante para a explosão da guerra foi a crise econômica em que o mundo encontrava-se, desde o declínio que ocorreu em 1929. (SEGUNDA GUERRA MUNDIAL, 2009)
Segundo Schwartzman (1989), antes da Segunda Grande Guerra havia uma produção industrial, especialmente de tecidos, quase que tradicional, sendo que as pesquisas científicas e os avanços tecnológicos eram bem pequenos. Nesse contexto, a guerra influenciou na difusão da especialização técnica, o que causou grandes impactos na organização industrial.
Aliado a isso, o sistema capitalista cresceu de forma ascendente, estimulando definitivamente o consumo, o que causou aumento na produção das indústrias. Para tanto, foram criados outros maquinários específicos, que proporcionaram o aumento dessa produção, como, por exemplo, a overlock e a interlock, a máquina de passar e a de corte. (VÍCTOR, 2009)
A partir de então, vemos um crescente aumento do número das fábricas destinadas à produção do vestuário, devido, principalmente, a facilidade de estruturação do ramo, da mão-de-obra barata, a simplicidade dos processos e dos incentivos do governo.
Fotos (Fonte):
http://www.gehspace.com/edicao%2059%20imagens/MITZURA%20SALGIAN%20-%20Virgo.jpg
PUBLICIDADE, PROPAGADA E CONSUMO

Em nossa sociedade, consumir, além da compra por necessidade propriamente dita, ganhou uma serie de implicações. A compra tornou-se, principalmente, o fato de adquirir algo que vai trazer-lhe felicidade e vai proporcionar, ao “consumidor”, uma inserção na sociedade. Os produtos acabam por carregar consigo um valor simbólico muito grande. Dessa forma, o individuo possuindo alguns desses produtos vai a passar a ser visto dentro da sociedade: o fato de ter sobrepõe a questão do ser (LYRA, 2008).
Vivemos em uma sociedade conhecida como “fast-society”, onde os produtos só duram o tempo necessário para que outras mercadorias apareçam e venha satisfazer as vontades do individuo. Uma prova marcante disso é a utilização de celulares, que, a cada dia mais, cresce, conseguindo alcançar até as camadas mais populares de nossa sociedade. E, ainda em relação aos aparelhos telefônico portáteis, podemos observar a constate atividade do mercado em busca de oferecer celulares melhores e mais sofisticados. O consumidor, atraído pela sua beleza e, principalmente, pelo seu valor simbólico é instigado a trocar de aparelho com pouco tempo de utilização (CONSUMO E CIDADANIA, 2008).
Outra característica bastante marcante de nossa sociedade de consumo é um processo de destruição dos sujeitos, sendo que ocorre uma maior valorização dos objetos. É bastante comum a pessoa viver cercado de vários objetos da moda, esquecendo-se de manter relações com outros indivíduos, podendo ser o consumo considerado como um dos fatores que auxiliam no “isolamento e a separação entre as pessoas” (LYRA, 2008).
Contribuindo nesse contexto, a mídia exerce hoje grande influencia nas escolhas do consumidor. Através de campanhas publicitárias esse meio de comunicação acaba por formar ou moldar o comportamento da nossa sociedade pós-moderna (CONSUMO E CIDADANIA, 2008).
A mídia, através da publicidade, é um dos fatores mais importantes na determinação do comportamento dos indivíduos quanto ao consumo. A todo tempo ela ‘induz’ as necessidades, mas, na maior parte dos casos, o faz considerando o conjunto da realidade econômica e cultural. Os anúncios publicitários terão maior ou menor sucesso comercial a partir do nível de suas correspondências com o entorno social (LYRA, 2008).
A televisão, presente em mais de 40 milhões de lares hoje no Brasil, representa um meio de fundamental importância para os publicitários para transmitir campanhas divulgando produtos e serviços. Esse meio de comunicação em massa é visto de duas formas por vários teóricos: de um lado tem-se a TV como um meio de distração, por outro ver-se a mesma como alienadora, contribuindo para a banalização de temas importantes na sociedade. Nesse contexto, a televisão serviria como uma modificadora de necessidades e desejos dos telespectadores (INMETRO&IDEC, 2002).
Porém,as necessidades criadas através da publicidade representam, primeiramente, os interesses econômicos das grandes empresas. Secundariamente, baseiam-se nos possíveis sonhos das mais diversas naturezas do chamado público alvo. A exploração do desejo sexual é recorrente, no desejo de vender produtos tão diversos como refrigerantes ou automóveis (LYRA, 2008).
Segundo Lyra (2008), citando Baudrillard, a publicidade atuaria diretamente nos desejos e anseios de grupos sócio-culturais, sendo, dessa forma, consumida antes de ser dirigida ao processo de consumo. De acordo ainda com a autora, existe hoje discursos publicitários que estão relacionados a criação de ícones de desejo na população. Pode-se citar três desses ícones na atualidade, a saber: telefone celular, automóvel e casa própria, sendo que a maioria das propagandas divulgadas na TV estão relacionadas a eles.
Um outro fato a ser destacado é separação da publicidade direcionada a grupos e a classes sociais. Hoje, grandes vitimas dessa publicidade, e principalmente a enganosa, são as crianças, sendo que essas são muito vulneráveis à publicidade, não tendo capacidade de discerni entre informações corretas e falsas. Produtos alimentícios e brinquedos são divulgados a todo momento prometendo funções e qualidades inexistentes. Porém, não são somente as crianças que são alvos dessa mídia alienadora. Os jovens são explorados diariamente por essa publicidade, sendo que essa tenta criar para esses estilos de vida e identidades, fazendo com que o jovem sinta-se bem, participando de um grupo especifico (INMETRO&IDEC, 2002).
Os adultos também são bombardeados diariamente por essa publicidade. Porém, como não poderia deixar de ser, existe uma linguagem diferente. Ver-se muito atualmente a luta pelo corpo perfeito. Homens e mulheres vivem em busca de alimentos, remédios, cosméticos, etc. que venham proporcionar um corpo bonito. Nesse contexto, vale ressaltar a banalização do corpo por essa mídia (LYRA, 2008).
Classificados conforme o sexo, a faixa etária e, sobretudo, a faixa de renda, homens e mulheres são alvo de anúncios que procuram explorar seus anseios e frustrações, induzindo esse público a suprir, por meio do consumo, suas necessidades de realização pessoal (INMETRO&IDEC, 2002).
Em suma, a evolução do marketing, da publicidade e da propagando em nosso meio está diretamente ligada à forma de consumir existente hoje em nossa sociedade.
Cabe a nós, diante do que foi exposto, rever nossos conceitos e saber distinguir o que existe de bom e ruim na nossa mídia atual, não a deixando entrar em nossos lares e orientar nossa forma de agir, pensar e consumir.
Pedrin Oliveira!
Por



