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Diálogo com Lino Villaventura e Adriana Piorski






Bosimbó!
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O Trabalho por trás das Etiquetas*


Aposto que muit@s de vocês ainda não pararam para pensar de onde saem as roupas utilizadas por você. Pare agora mesmo e veja a etiqueta da sua blusa, do seu short, calça e afins. E aí, de onde eles saíram? Foram feitos aqui no Brasil ou em algum lugar escondido nos confins do continente asiático?


Essa discussão não é nada nova, mas ainda hoje desperta a atenção de muitos desavisados. Muitos trabalhadores (homens e, principalmente, mulheres) são explorados a cada segundo nas indústrias têxteis ao redor do mundo. As mulheres e as crianças, sem dúvida, são as maiores vítimas desse descaso, devido às péssimas condições de trabalho e os abusos sexuais sofridos pelos patrões.
Esse debate tem muito pano pra manga e abre espaço para discussão de vários outros temas importantes, como desigualdade de gênero, políticas trabalhistas, etc. Mas, por enquanto, quero que vocês apenas dêem uma olhada no trailer do documentário China Blue, dirigido por Micha Peled e lançado em 2005 . Nele, uma jovem trabalhadora de uma fábrica de jeans compartilha seu dia-a-dia e sua luta para conseguir seis centavos por hora de trabalho. Depois de assisti-lo, tenho certeza que seu padrão de consumo irá sofrer alguma alteração, nem que seja a menor possível.


Aproveite a página do youtube e assista o documentário por completo. Ele não é muito longo. Dá super de boa para vocês verem. Depois de vê-lo, a gente pode trocar mais idéias sobre isso, ok?! Boa segunda-feira!

*O trabalho por trás das etiquetas é um dos títulos do livro Eco Chic: o guia de moda ética para a consumidora consciente, da jornalista inglesa Matilda Lee.
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Pasmaceira, nunca mais 2


Bom, passando aqui rapidinho só para falar de dois encontros que prometem sacudir a galera ligada à moda e ao design esse ano. Bom, acho que quase tod@s já sabem do que estou falando, mas não custa nada dar mais uma lembrada.


Em julho, acontecerá no Rio de Janeiro o 21º Encontro Nacional de Estudantes de Design, mas conhecido como NDesign. A proposta do evento (NRio 21) é trazer uma discussão sobre a categoria, tendo em vista que muitos profissionais ainda não conhecem as diversas possibilidades e campos sua atuação, não respondendo, assim, as demandas do mercado Além disso, esse espaço será super interessante para troca de experiência entre pessoas de cursos diferentes e uma oportunidade ímpar para quem gosta de participar de oficinas, palestras e coisas afins. Então, marque ai na sua agenda: o evento acontecerá entre 24 e 31 de julho. Para saber mais (como participar, datas importantes, envio de trabalhos acadêmicos, etc., clique AQUI e explore um pouco o site do NRio, que, por sinal, já está bombando. Ah, ia esquecendo, para quem se interessa em participar, existe uma comissão de organização que está pesquisando passagens, hospedagem e coisas do gênero, com o intuito de levar uma delegação daqui do Ceará para 'botar quente' lá na cidade maravilhosa. Fique por dentro das novidades pelo facebook da delegação 'Bosimbó'.

"NDesign é contato, é troca, é experiência, é a constante renovação de conceitos, é a incessante busca por superações pessoais, um ambiente favorável e criativo 24 horas por dia." (Organização do NRio 21)


Outro encontro super bacana que vai acontecer é o 7º Colóquio de Moda, espaço mais destinado aos temas pertinentes aos fashionistas. O mesmo será sediado em Maringá (Paraná) entre os dias 11 e 14 de setembro e tem a proposta de ser um evento de discussão de pesquisas acadêmicas relacionadas à moda. Para quem se interessa nisso, as inscrições para apresentação de trabalho já começaram e irão até o fim de maio. Acho que nem é preciso falar da importância de eventos como esse para o fortalecimento do profissional (e para a profissão) de moda, né?!!! Então, arregace as mangas e comece a pensar em algum trabalho para ser apresentado. Além de conhecer muita gente (muita mesmo), você tem a oportunidade de melhorar bastante o seu currículo acadêmico. Para mais informações, visite o Blog do evento clicando AQUI. Mão à obra, JÁ! Abraços.


Moda, Identidade e Afirmação.


Hoje, tive uma prova bem interessante na para o Programa de Educação Tutorial do curso de Design de Moda da UFC. Não sei como me sai (o resultado só sairá na quinta-feira), mas os temas trazidos na avaliação são bem legais e super pertinentes com a proposta do Movimente e Pense.


Para dar suporte aos estudos, as orientadoras sugeriram dois textos que traziam, em sua essência, as mudanças ocorridas na sociedade e como essas foram significativas para os processos relacionados à moda.
Como base neles e nos teóricos que alicerçaram a suas escritas, o surgimento da moda está estritamente ligado às inovações tecnológicas, sociais e culturais promovidos pela revolução industrial. Outros autores apontam os séculos XIV e XV como os períodos históricos em que o fenômeno da moda começou a despontar na sociedade européia, notadamente a italiana e a francesa.
Esse fenômeno cultural estabeleceu-se quando o processo de produção do vestuário ganhou mais impulso, havendo uma "democratização" na aquisição de peças de roupa, devido basicamente aos preços, que se tornavam mais acessíveis. A partir desse momento, as classes menos abastadas, tendo mais condições de adquirir alguns produtos, começou a imitar os padrões de consumo das classes mais ricas. Nesse processo (imitação/diferenciação), os ricos procuravam diferenciar-se buscando novos produtos que demonstrassem sua superioridade.


Ver-se, nesse contexto, uma maior consumo de bens (roupas, acessórios, etc.) que eram utilizados para ostentar, dividir classes sociais e mostrar a identidade (status) social do indivíduo.
Porém, com a evolução sócio-cultural do século XX, esse fenômeno alterou-se, havendo a fragmentação da sociedade. A moda, nesse contexto, foi utilizada a serviço de indivíduos que buscavam unir-se por seus estilos e concepções de vida. A noção de classe social foi deixada de lado e os gostos individuais foram exaltados, favorecendo o aparecimento de grupos sociais (tribos). Esses buscavam, na sua grande maioria, diferenciar-se dos padrões ditados pelos ritmos da moda.


A moda também foi (e ainda é) utilizada para distinguir gêneros. No passado, as mulheres, principalmente de classes ricas, utilizavam roupas que mostravam sua condição social: a de reprodução. Como não trabalhavam, as roupas utilizadas adornavam a mulher, trancafiando-a dentro dos limites impostos pela sociedade patriarcal. Já os homens eram ligados à produção e procuravam estabelecer isso em suas roupas, quase sempre austeras e práticas, que possibilitavam o trabalho. Porém, essa condição mudou ao longo dos anos. A mulher passou a reivindicar seus direitos e entraram massivamente no mercado de trabalho. A moda, lógico, acompanhou esse mudança, favorecendo um vestuário mais condizente com os novos anseios femininos.
Em suma, a moda é um fenômeno sócio-cultural, servindo, portanto, para diferenciar os indivíduos, estabelecendo estilos, preferências e identidades pessoais e sociais. A moda é um reflexo do contexto social em que o indivíduo está inserido. Esse processo ainda pode ser classificado como psicológico, na medida em que proporciona a pessoa mostrar-se para os outros utilizando de meios simbólicos para isso.

Referências:
CRAINE, Diana. A moda e seu papel social. Cap. 1 Moda, identidade e mudança social. São Paulo, SENAC, 2006.
GODART, Frédéric. Sociologia da moda. Cap. 1 Afirmação: moda entre o indivíduo e a sociedade. São Paulo, SENAC, 2010.

Imagens: Reprodução
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O Casaco de Marx: roupa, memória, dor.


Poucos são os livros de caracter científico capazes de prender realmente nossa atenção de nos fazer ler, ler e ler sem parar. Essa função, pelo menos para mim, ficou para os livros para-didáticos. Mas, graças ao meu bom Deus, toda regra tem sua excessão e casos de livros didáticos agradáveis também são super possíveis.

Reparem no estado de conservação do livro da biblioteca da universidade (risos)

Um deles é o Casaco de Marx - roupas, memória, dor, de Peter Stallybras. Comecei a leitura dele hoje a tarde e não consigo parar. Já estou quase 'nos finalmente'. A obra é super interessante, abordado a função que a roupa desempenha na nossa sociedade. Para tanto, o autor faz, na primeira parte do livro, uma análise minuciosa a respeito do poder que a roupa tem de nos identificar. Todos nós já passamos (ou iremos passar) por momentos nos quais lembramos de pessoas especiais ao ver uma peça de roupa ou um acessório. Isso é identificado pelo autor, principalmente, quando um ente querido morre, deixando em seu guarda-roupa não só simplesmente peças de vestuário, mas sim uma série de recordações, cheiros e experiências.

É incrível os exemplos que o autor utiliza ao longo do texto que nos fazem refletir sobre a utilização da indumentária e como essa pode nos identificar. Na segunda parte do livro, Peter faz uma analise da vida de Marx e de seu casaco ao longo da escrita da sua grande obra O Capital. Com isso, ele tem a pretensão de nos fazer pensar melhor sobre as coisas que utilizamos, sobre o que elas carregam de nós (nossas memórias) e, por fim, sobre o que elas representam como mercadoria.

Então, aqui fica a dica para você que quer ampliar seu leque de conhecimento a respeito das roupas. Leiam o Casaco de Marx e entendam que o que vestimos representa muito mais do que estamos acostumados a ver e ouvir por ai. Quem tiver interessado e não tiver grana pra comprar o livro, fica aqui também o link para fazer o download. Ou seja, você não tem mais desculpas para não conhecer essa incrível obra. Leia!
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Eco Chic Por Matilda Lee


Tem coisa melhor do que você chegar em casa depois de um dia super cansativo e receber um presente surpresa? Não, né?!!! Melhor ainda quando esse presente é um livro que você, há tempos, paquerava. Pois é, ontem tive essa alegria com o livro Eco Chic - O guia de moda ética para a consumidora consciente - da jornalista inglesa Matilda Lee.


E o destino é mesmo muito phoda. Não sei se já contei para vocês (creio que não), mas na semana passada participei de um encontro para a seleção de novos bolsistas em um programa da Universidade Federal do Ceará. Nesse, todos os candidatos a bolsistas tem que desenvolver um projeto, em qualquer área de interesse (ligadas ao curso, lógico) e montar um grupo de estudo em células. O meu tema é justamente Moda, Sustentabilidade e Economia Solidária. Vemos diariamente várias ações dentro dessa temática, tanto na mída televisiva como pela nossa tão querida internet. Mas considero esse estudo na âmbito acadêmico um pouco menosprezado, ou melhor, é um tema ainda meio idealizado demais, muito estigmatizado e pouco se faz na prática. A minha idéia é justamente conhecer melhor tudo isso, desde o processo de confecção cruel das roupas em países pobres até como nós, consumidores, podemos ajudar na nossa própria casa, mais especificamente no nosso guarda-roupa.


Já comecei a ler o livro e ele trás toda essa discussão. Depois, se realmente for selecionado na bolsa, postarei mais coisas dentro dessa temática e, se possível, convidarei vocês para fazer parte dessa, digamos, luta por uma moda consciente. Ah quem puder comprar o livro, não perca tempo. #ficaadica Fiz uma pesquisa rápida aqui na internet para ver se conseguia um link para download dele, mas não consegui. Se alguém ai encontrar, não deixe de me avisar, ok??!! ABRAÇOS
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Futurismo&Moda

Olá querid@s. Ontem foi dia de mais uma apresentação de trabalho na faculdade. Dessa vez o tema era o Movimento Futurista. Confesso que essa era uma das atividades que mais estava me tirando o sono, mas, no final das contas, deu tudo certo. #amém

Não poderia deixar de colocar aqui um pouco desse trabalho. Acho muito importante o estudo da História da Arte, mas não se nós, futuros profissionais, não colocarmos os conhecimentos adquiridos em prática. E esse foi um dos focos da apresentação: traçar um paralelo entre o surgimento do Futurismo, em 1909, e os legados que ele deixou (e ainda deixa) para o mundo da Moda.



Nós fizemos um pesquisa e descobrimos alguns estilistas que desenvolvem trabalhos inspirados nessa onda tecnológica e científica que o movimento traz. Eles, além de trazerem uma proposta super nova para a passarela, utilizam novos materiais, novas fibras, novos recortes, enfim, usam e abusam do novo, para passar essa idéia de movimento e, como já falei, inovação para o público.


Um dos grandes expoentes dessa vertente, hoje, é o designer Haussein Chalayan, londrino, formado, pela Saint Martins, mesma instituição onde o grande McQueen passou. É impressionante o trabalho dele e sua tentativa de dar movimento aos seus looks na hora do desfile. Fico super babando na tentativa de descobrir o mecanismo que ele utiliza para 'dar vida' a sua obra.




Esse vídeo traz a coleção de verão de Chalayan do ano de 2007. Ele, na minha humilde opinião, exprime basicamente a idéia do movimento futurista. Como falei, é fantástica a idéia de contrução/descontrução/movimento/dinamismo trazidos para a passarela. Fico imaginando a emoção das pessoas presenciando esse desfile incrível. Eu ficaria boquiaberto, certamente.


Também temos alguns estilistas nacionais que trabalham com esse conceito, como a Glória Coelho e seu filho Pedro Lourenço, que vem, como já devem saber, nas passarelas internacionais. O trabalho de ambos é bem bacana, sempre apostando na inovação de tecidos, cortes, aviamentos, etc.

Eu sou super fã,como já disse por aqui, da utilização de plissados, babados, drapes e afins, mas também gosto bastante dessas construções mais geometrizadas, com ar mais 'modernoso', tanto que estou utilizando esses elementos para a produção de uns croquis de outra disciplina (juro que depois coloco aqui para vocês verem).

Por enquanto é isso. Espero que tod@s consigam captar a idéia dessa movimento de vanguarda e que utilizem isso nas suas criações. Um forte abraço.

Imagens: Reprodução
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EMOS: Suas Origens, Concepções, Ideais e Estilo de Vida*




CULTURA EMO: SURGIMENTO

De acordo com Helal (2010), a criação dos diversos grupos juvenis sofreu grande aumento no final do século XX, em conseqüência da fragmentação cultural, o que possibilitou o surgimento de grupos ligados por idéias, causas e comportamento, sendo uma maneira dos adolescentes representarem seu estilo, vivenciando o pertencimento de grupo. O mesmo autor defende a idéia de que o aparecimento de tribos urbanas está relacionado a uma alternativa diante daqueles grupos formais existentes na sociedade (família, igreja, etc.), uma vez que esses deixam de representar o modo de vida do mundo em que vivemos atualmente.

É nesse contexto de modificações na nossa estrutura social que aparecem os Emos, abreviação da expressão em inglês Emotional Hardcore, que foi dado ao estilo musical influenciado pelo Punk. A música Emo surgiu na década de 80, em Wahington DC, misturando o som pesado com letras românticas e introspectivas, tratando de temas como brigas entre namorados, conflitos familiares e revolta contra o sistema político vigente. Dentre as bandas que participaram da criação desse estilo, podemos citar a Rites of Spring, Embrace e 7 Seconds and Scream que tinham um som parecido com o Punk, mais com um ritmo mais leve e, como citado anteriormente, com letras mais introspectivas. (SIMÃO, 2008)

Segundo Nogueira (2008), o surgimento da tribo Emo é uma conseqüência assistida depois da Segunda Guerra Mundial, assim como vários outros grupos. Esses tentavam, através da música, mostrar toda sua indignação diante do horror trazido pelo regime em que se encontravam. A mesma autora trata do surgimento da cultura Emo como a fusão do jeito de ser rebelde dos Punks do final dos anos 70 com o Indie Rock, característico dos anos 60, que expressava uma maneira mais comportada.

Com o passar do tempo, houve algumas modificações na estrutura principal que guiava o estilo de música Emocore. Abandona-se a batida pesada e o som grosseiro do Punk e adota-se de uma vez por todas a estética mais suave, mais melodramática, com letra e tom musical bem romântico. (SIMÃO, 2008)

É com essas fusões de estilos e modos de ser que o Emocore chega ao Brasil, provocando nos grupos juvenis uma identificação frente ao comportamento e o modo de vestir dos jovens norte-americanos, não sendo, portanto, modificado nenhum de seus padrões originais para se enquadrar na cultura brasileira. Algumas bandas de destaque no cenário brasileiro são a Fresno, uma das primeiras a adotar essa nova estética, e a NX Zero. (NOGUEIRA, 2008)

CONCEPÇÕES, IDEAIS, SEXUALIDADE

A segmentação Emocore preconiza e pratica a tolerância sexual. Muitos emos afirmam que o estilo de vida se assemelha à sexualidade, pois preferem não inibir suas emoções e seus desejos sexuais. A maioria emocore é bissexual, acreditando na “dispersão do amor” justificada pela idéia conceitual de que não se distingue homens, mulheres e suas opções sexuais.

Segundo Regina de Assis, doutora em Educação, formada pela Universidade Columbia, a tolerância é o traço de comportamento que distingue os emos de outros jovens. Essa tolerância se reflete na sexualidade, visto que existe uma flexibilidade em relação a esse tema, pois homens e mulheres se relacionam entre si, ocorrendo relações entre o sexo oposto e entre o mesmo sexo.

A cultura emo defende a liberdade de expressão, opondo-se a qualquer tipo de preconceito. Essa livre expressividade emocional é visualizada pelos carinhos e demonstrações afetivas em público, no qual garotos e garotas se beijam e se abraçam como forma de expor seus sentimentos, evitando formas qualquer de repressão.

A “tribo” dos emos se define como um grupo extremamente emocional e que prefere expor ao invés de reprimir. A intensidade de seus sentimentos é vista de maneira preconceituosa por algumas pessoas que não compreendem essa segmentação social. A luta contra o preconceito é uma das características importantes dos emos, visto que esses são atingidos por porções sociais que os excludem.

Os principais pontos de discussões a respeitos dos Emos é a identidade, preconceito e relações grupais. Segundo Leni (1989), é no contexto grupal que cada pessoa se identifica com outra e ao mesmo tempo diferencia-se de cada uma dela, isso porque mesmo fazendo parte de um determinado grupo, cada pessoa tem sua personalidade, o que é único em cada individuo.

A definição grupal de cada indivíduo também se dá por características comuns ao dos outros membros. Dessa maneira, a identidade da vazão à organização da realidade vivida pelos indivíduos participantes do grupo, o que torna o convívio quase familiar.

Os Emos transparecem suas crenças, concepções e pensamentos de maneiras simbólicas e com poucas expressões verbais. O que mostra o que realmente são os emos são suas roupas, estilo musical, uma certa estranheza de comportamento, que muitas vezes os levam a auto exclusão.

A mídia é algo que vem ajudando os Emos a se “libertar” até certo ponto do preconceito. A peculiaridade das roupas, grandes franjas coloridas, que cobrem os rostos, o uso de acessórios, a maquiagem também era alvo do preconceito e perseguição onde quer que eles se encontrassem, principalmente nas escolas, já que a maioria dos adeptos desse grupo são adolescentes.


Esse preconceito contra os Emos é definido como emofobia. Algumas características psicológica dessa tribo urbana também da vazão para o preconceito, como, por exemplo, o exagero de carinho e sensibilidade demonstrados pelos membros do grupo do mesmo sexo é sofre questionamentos. Por exemplo, é comum que meninos e meninas se beijem na boca aos se cumprimentarem ou tristeza demasiada por um assunto banal contidiano, tal como uma menina acordar chorando como percebe que sua coruja de pelúcia caiu embaixo da cama enquanto ela dormia. Por isso, os Emos são definidos por outras tribos como homossexuais. (FEITAS, 2010)

Os Emos tem ideais admiráveis que deveriam ser seguidos. Eles tem verdadeira repulsão por pessoas violentas, qualquer tipo de agressão física é altamente reprovada por eles. Os Emos parecem lutar sem armas por um mundo sem violência. O fato de eles não economizarem nas demonstrações públicas de carinho e o de serem pacíficos à intolerância de outras tribos os tornam alvos fáceis da intolerância. Eles pregam a tolerância em todos os sentidos, inclusive na opção sexual. Os Emos costumam dizer não às drogas e ao álcool, embora isso não seja uma regra. Por causa dos desestímulos e rejeição social por grande parte das pessoas os Emos expressão suas opiniões através daquela que se tornou o principal meio de disseminação dessa cultura, a Internet. Com seus blogs, fotoblogs, diários on-line, redes sociais, como o Orkut, e outras que fizeram o preconceito reduzir um pouco e os tornassem a “onda de momento”, ou seja, ser Emo está na moda.

ESTILO EMO E MODA

O estilo emo expõe a identidade dos membros dessa segmentação social. A maneira de se vestir expressa o humor, os ideais e a emotividade. A moda é interpretada por quem a vê, gerando diferentes opiniões e tendências, que são características da tribo dos emos, vistos que esses se vestem de maneira específica e com peças que os classificam e que os separam de uma grande porção da sociedade.

O emocore usa camisetas com estampas infantis, com caveiras, com símbolos de suas bandas preferidas, com estrelas, poás, listras e xadrez. As calças são de corte tipo skinny, das clássicas pretas e brancas as cores chamativas, fortes, gritantes. Os acessórios, como cintos, bonés e bolsas apresentam tachas ou rebites, os sapatos tipo all-star são uma característica forte dos emos, muitas vezes usados com cadarços coloridos, seus colares ou pulseiras são inspirados em personagens em quadrinhos como Wilma Flinstones. É importante destacar que cores neutras ou coloridas são usadas de acordo com o estado emocional dessa tribo estudada.

A maquiagem é utilizada de uma maneira extremista, os olhos são fortemente marcados por lápis de olho, delineador preto, rímel, sombras escuras. A boca e a pele são maquiadas neutramente. Os cabelos, normalmente pretos e lisos, apresentam franjas dispostas lateralmente, cobrindo um dos olhos.

O preconceito atinge o grupo dos emos, visto que eles apresentam caracterizações específicas, que não agradam a todos. A maneira de se vestir, o modo comportamental, as idéias e as opções sexuais, muitas vezes não compreendidas pela sociedade, os dispõem em um nicho excludente.


*Trabalho apresentado para a disciplina de Antropologia da Moda. Autores: Carpgiany Santos, Nara Martins, Pedro Oliveira e Roberta Kelvia

Imagens: Reprodução

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Ceará Summer Fashion


Bom dia querid@s leitores. Acho que já sabem o porque do sumiço (trabalho, faculdade e afins). Pois é, mas agora as coisas estão voltando para o eixo e vou tentar administrar meu tempo para não deixar vocês na mão. E para a minha volta das cinzas (#fenixfellings) nada melhor do que um evento fashionista. Pois é, hoje iniciam-se as atividades do Ceará Summer Fashion, que na sua 26ª edição tem o tema Renda Gera Renda e promete discutir e por em evidência a arte presente no nosso estado. Com um line up bem diversificado, o CSF é uma oportunidade das marcas locais apresentarem o seus produtos e trocarem experiências, além de favorecer negócios na área.


Além de muitos desfiles com globais, o evento também vai ser um espaço para discussão (obaaa!) sobre tendências de moda para o verão e consultoria de moda (IMPERDÍVEL).


Eu já estou com minha credêncial na mão. Por conta de alguns trabalhos inadiáveis, acho que não vai dar para acompanhar os desfiles, mas tentarei está presente nas palestras, com certeza. Abraços e até lá.

Fonte: CSF

Aquisições do Dia

Vocês já sabem que piro quando o negócio é teoria de moda, né??!! Então... hoje, cheguei no trabalho e tive uma grande (Grande) surpresa. Minha querida coordenadora me presenteou com alguns itens de sua imensa biblioteca. Ela já foi professora do curso de Estilismo e Moda da UFC e guardava esses 'souvenirs' na sua estante. Eu fiquei, lógico, super grato e já peguei um dos tais para ler.

Vamos a listinha:


Plugados na Moda - Nízia Villaça & Kathia Castilho
Moda e Linguagem - Kathia Castilho
Moda Brasil: fragmentos de um vestir tropical - Kathia Castilho & Carol Garcia


O Novo Luxo - Kathia Castilho & Nízia Villaça
Vitrinas em Diálogos Urbanos - Sylvia Demetresco


Eu super peguei já o Moda e Linguagem para folhear. Ele propõem uma análise na semiótica e na comunicação que é passada através da roupa, passando por desejos internos, composição da vestimenta, aspirações e os códigos da moda. Estou adorando. Depois coloco aqui mais informações dessas leituras. Abraços!

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Del Passeo Fashion Day

Postizinho super rápido só para deixar uma super dica para a próxima semana. Lembram do Deo Passeo Fashion Day? Isso, aquele evento super bacana que divulguei aqui no blog ano passado. Pois é, esse ano tem novamente. Na sua 3ª edição, o evento promete unir moda, cultura, música, arte e debates sobre o mercado de moda.



Vai perder??? Nem pensar, né?!! Abraços!

"...Seios Fartos, Filhos Fortes..."

Bom. Falar de grandes personalidades internacionais da moda é super fácil. A bibliografia é super extensa. Mas, e sobre nossas personalidades, aquelas que tiveram grande importância para nós, mas não conseguiram uma grande ascensão mundial?

Pois é, as referências são poucas. Porém a vontade de conhecê-las é bem maior do que essa barreira. Então, decidi dedicar algumas horas do meu dia para procurar saber mais sobre super mulheres que contribuíram para o fortalecimento e para a divulgação da moda no Brasil. Vamos lá??!

Madame Rosita


Considerada a grande diva da alta costura brasileira, Rosa de Libman nasceu no Uruguai, mas veio para o Brasil, onde se estabeleceu e fundou sua marca. Consquistou o mercado mundial com seu trabalho com pele de animais e sua alfaiataria requintada. Ganhou vários prêmios e foi a primeira mulher a integrar a "Chambre Sindicale de la Haute Couture Française". Conheça mais um pouco do trabalho dela clicando AQUI.

Zuzu Angel


Brasileira 'arretada', Zuzu nasceu em Curtuvelo, mudou-se para Belo Horizonte, Bahia e foi parar no Rio de Janeiro, onde viveu até sua morte. Essa mistura proporcionou à ela um grande enriquecimento, o que favoreceu na criação de looks com a cara do Brasil. Foi pioneira ao adentrar a moda noirte-americana em um momento em que a as produções européias eram super valorizadas e as latino-americanas eram consideradas vulgares e sem conteúdo. Mas, para mim, o grande ensinamento que Zuzu viria a deixar para a moda e para as mulheres brasileiras era que elas não deveriam cruzar os braços, deveriam correr atrás do seus sonhos. Foi super bacana seu trabalho de valorização da arte e do folclore brasileiro. Há que se destacar seu papel na luta política em que seu filho (Stuart Angel) estava inserido. Enfim, poucas serão as palavras para descrever a importância dela para a moda de nosso país.

D. Mena Fiala.


A decana da moda desse país, Philomena Pagani Serelle (1908-2001) sempre se preocupou em divulgar a moda brasileira e em valorizar a mã-de-obra daqui. Desde muito cedo dedicou-se aos trabalhos com vestuário, primeiramente junto com a família e, depois, a frete da casa Canadá, loja de peles mais renomada do país, onde iria trabalhar por 35 anos. Inovou ao fazer apresentações com modelos vivos e fazer prévias de suas coleções para a imprensa, a exemplo dos costumes franceses. Saiba mais sobre ela AQUI.

Depois continuarei minhas pesquisas e falarei sobre mais personalidades brasileiras importantes para o fortalecimento de nossa moda. Por enquanto é isso. Abraços!

Fonte: UolModaBRasil

Feminilidade Ameaçada?

Acabei de ver aqui uma reportagem sobre a queda de uma modelo na passarela da Semana de Moda de Londres. Seria só mais uma queda, dentre tantas outras, se associações, médicos e etc. não estivessem agindo com repudio em relação ao acontecido. Isso mesmo, mais uma briga entre o mundo da moda e as organizações mundiais de saúde. Mas, qual o porque dessa briga, você já sabe?


Bem, segundo os especialistas, como se pôde ver no vídeo acima, o uso constante de salto alto pode causar deformações nos pés, além de ser prejudicial à saúde da coluna. Mulheres que vivem sobre saltos também tem muita predisposição a ter dores de cabeça.


Pois é, isso tudo faz geral muitas outras discussões, não acha? Por exemplo, se viajarmos na nossa história, poderemos observar que ao passar do tempo a mulher vem sofrendo muitas modificações (e/ou deformações) para se enquadrar e manter a sua feminilidade. Fato é que na China, meninas de 6 anos de idade tinham seus pés atados, atrapalhando o seu desenvolvimento normal. Essa ação visava a beleza dos pés femininos, mas no futuro causaca grandes deformações, infecções, atrofiamento muscular e paralisias.

O espartilho, do qual eu já falei aqui, é um grande exemplo também disso tudo. Surgido por volta do século XVI, ele tinha como objetivo manter a postura e dar suporte aos seios, deixando as formas femininas mais realçadas. Seu uso causou, e ainda pode causar, atrofia muscular, insuficiência respiratória e deformações do estômago e do fígado.

Sem contar nas argolas que as mulheres de uma parte da da África e da Ásia usam para se tornar mais belas, deformando-as e tornado-as dependentes de seus companheiros.

Mas, ainda com tudo isso bem claro, não se pode negar que o salto alto deixa a mulher mais elegante e feminina, não é? E esse elemento do vestuário vem sendo usado desde épocas bem remotas. Sabe-se que em tumbas egípcias que data de 1000 a.C foram encontrados os primeiros modelos de sapatos. Ele também foi adimirado por alguns gregos, usado para indicar a posição social de alguns indivíduos.


Além disso, a história do salto demonstra que ele está intimamente ligado a sexualidade. Um exemplo marcante disso diz respeito as cortesãs japonesas que usavam tamancos com salto de 15 à 30 cm. Outro exemplo disso é que na Roma antiga as prostitutas eram identificadas pelo salto que usavam.


Longe de mim querer aqui continuar essa discussão histórica. Isso é assunto para alguns outros posts. O fato é que o salto é sim prejudicial a saúde, mas as mulheres não deixam e nem deixarão de usá-lo (na minha opinião, claro), pois eles aumentam sua auto-estima e lhes dão mais segurança. Seria uma queda num passarela o motivo pelo abandono dessa peça? Eu, sinceramente, creio que não. Tantas outras quedas já foram registradas, umas até pior do que essa em Londres, e nada mudou. O que pode, e deve ser feito, é que as mulheres se conscientizem dos prejuízos do uso constante e prolongado do salto e que façam dessa peça não uma inimiga, mas uma aliada na busca e afirmação da sua feminilidade e, porque não dizer, do seu poder.

E vocês, o que acham? Vão continuar usando salto normalmente ou terão mais atenção quando forem utilizá-lo? Abraços!

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Les subversifs

Subversão, palavra bonitinha, falada aos quatro cantos do mundo e que tem feito parte do imaginário social há muito tempo. Para quem não sabe, subversão significa uma revolta, um transtorno, principalmente no sentido moral, uma desobediência civil, etc.

Sabendo disso, me fiz a seguinte pergunta: e na moda, ocorreu e ocorre subversão? Mesmo sendo uma pergunta meio óbvia, eu resolvi pesquisar como essa ação ajuda no processo criativo e na forma de ser de alguns dos grandes mestres da moda. Então, me ocorreram os seguintes nomes, que agiram contra seu sistema e revolucionaram na forma de vestir das pessoas ao seu redor.

Paul Poiret


Grande mestre da moda. Foi ele que deu os primeiros passos para a construção da moda como a conhecemos hoje, liberando a mulher do espartilho. Em vez desse acessório, ele propôs a utilização de saias de cintura alta estruturada com barbatana, o que deu mais leveza e movimentação ao look feminino. Também foi um visionário na construção de roupas com drapeados.

Chanel


Mãe da androgenia. Com certeza, tudo o que eu falar sobre ela aqui será pouco. Chanel revolucionou ao criar uma moda onde as mulheres pudessem se firmar como pessoa gerente de seu próprio destino, saindo da mesmice e da vida das 'dondocas' Amélias do passado

Elsa Schiaparelli


Revolucionou trazendo as artes plásticas para a moda. Para isso, usou muito do trabalho de Salvador Dali, bem como outras trabalhos do movimento cubista e surrealista, influenciando demasiadamente suas criações. Foi pioneira no desenvolvimento de tecidos com estampa de jornais, o que viria a influenciar notadamente outros artistas.

Yves Saint Laurent


O pequeno príncipe da costura foi o criador do conhecidíssimo vestido Safári e do smoking feminino, que arrematou o trabalho iniciado por Chanel na luta pela liberdade feminina, representando uma mulher com novas atitudes

Jean Paul Gautier


Excêntrico, criou vários looks para filmes e para grandes personalidades, como a Madonna. Inovou colocando na passarela modelos fora do padrão, idosos, gordas, modelos usando tatuagens, piercings, etc.

Vivienne Westwood


Excêntrica, irreverente e provocadora. Essas são as principais características da grande Vivienne. É ótima na criação de roupas de cunho político e social. O erótico também sempre permeia suas criações. Mescla temas joviais com elementos mais tradicionais, como, por exmeplo, o espartilho.

Alexander Mcqueen


Outra personalidade que eu sou super suspeito para falar. Sou abertamente mega fã do Alexander, pela sua maestria na construção de looks conceituais que fogem totalmente da realidade, adotando a subjetividade como grande parceira na composição das peças. É difícil não se emocionar vendo um desfile dele, pois viamos demasiadamente seus sentimentos, seus medos e seus anseios nas suas criações. o Bad Boy da moda fará, com certeza, muita falta.


Bom, com certeza muitos outros estilistas agiram de forma subversiva, criticando, protestando e tentando mudar seu contexto social. Esses são alguns dos que eu mais gosto e que, na minha opnião, servem de reverência para quem quer estudar moda de uma forma, como supracitei, menos "dodonquinha". Espero que esse breve resumo lhes seja útil e que vocês, dentro das suas possibilidades, possam usar a moda também como objeto de transformação sócio-cultural. Abraços.

Imagens: Reprodução

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EnModa: Oportunidades

Bom dia meus querid@s,
Andando pelos corredores da faculdade, vi um cartaz de uma instituição que aceitava e públicava artigos em seu site. Tratei logo de anotar o site, pois tenho interesse, como todos já sabem, de escrever sobre moda, gênero, história da indumentária, enfim, sobre as funções sociológicas da roupa.


Quando cheguei em casa abri o site e vi que a coisa era muito maior do que eu imaginava. Eu, na minha santa ignorância, ainda não conhecia mas a EnModa: Escola de Empreendedores é uma instituição paulista super qualificada que tem o diferencial de ensinar moda à distância. Vocês devem está se perguntando: Moda? À distância? Como pode isso? Pois é, também fiz esses questionamentos assim que vi a lista de cursos que a instituição oferece. Mas a coisa é bem simples. As aulas são ministradas através de links, artigos, matérias, vídeos, etc, tudo on line. Também ocorrem alguns fóruns de debate e exercícios. A quem interessar possa, confira mais AQUI. Eles oferecem um número grande de cursos, dentre os quais, posso citar: jornalismo de moda, ilustração, história da moda.


Mas o meu interesse todo não é fazer propaganda da instituição (embora já tenha feito, enfim.. acontece). Gostei bastante porque, como disse no começo, ela publica de trabalhos acadêmicos (TCC, artigos, mnografias, etc.), sendo um excelente espaço para divulgar seus estudos na área de moda. Nós podemos conferir no próprio site um vasto número de trabalhos bem bacanas e diversificados. Clique AQUI e vá direto para a página referente aos artigos.

Então, não temos mais a velha disculpa de "
Escrever para que, se não vamos publicar?". A instituição é séria e não faz grandes exigências para a seleção dos trabalhos, basta ser da área e estar com a formatação padrão dela (veja AQUI as regras básicas). Por isso, mãos a obra. Leia, produza, discuta, publique, dê sua contribuição ao mundo da moda e não viva somente no falso glamour que ele produz. Você pode começar lendo os livros que indiquei semana passada, eles são ótimos e com certeza te guiaram nessa empreitada. Abraços e boa quarta-feira!

Fonte: EnModa.Com

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