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PUBLICIDADE, PROPAGADA E CONSUMO


Em nossa sociedade, consumir, além da compra por necessidade propriamente dita, ganhou uma serie de implicações. A compra tornou-se, principalmente, o fato de adquirir algo que vai trazer-lhe felicidade e vai proporcionar, ao “consumidor”, uma inserção na sociedade. Os produtos acabam por carregar consigo um valor simbólico muito grande. Dessa forma, o individuo possuindo alguns desses produtos vai a passar a ser visto dentro da sociedade: o fato de ter sobrepõe a questão do ser (LYRA, 2008).
Vivemos em uma sociedade conhecida como “fast-society”, onde os produtos só duram o tempo necessário para que outras mercadorias apareçam e venha satisfazer as vontades do individuo. Uma prova marcante disso é a utilização de celulares, que, a cada dia mais, cresce, conseguindo alcançar até as camadas mais populares de nossa sociedade. E, ainda em relação aos aparelhos telefônico portáteis, podemos observar a constate atividade do mercado em busca de oferecer celulares melhores e mais sofisticados. O consumidor, atraído pela sua beleza e, principalmente, pelo seu valor simbólico é instigado a trocar de aparelho com pouco tempo de utilização (CONSUMO E CIDADANIA, 2008).
Outra característica bastante marcante de nossa sociedade de consumo é um processo de destruição dos sujeitos, sendo que ocorre uma maior valorização dos objetos. É bastante comum a pessoa viver cercado de vários objetos da moda, esquecendo-se de manter relações com outros indivíduos, podendo ser o consumo considerado como um dos fatores que auxiliam no “isolamento e a separação entre as pessoas” (LYRA, 2008).
Contribuindo nesse contexto, a mídia exerce hoje grande influencia nas escolhas do consumidor. Através de campanhas publicitárias esse meio de comunicação acaba por formar ou moldar o comportamento da nossa sociedade pós-moderna (CONSUMO E CIDADANIA, 2008).
A mídia, através da publicidade, é um dos fatores mais importantes na determinação do comportamento dos indivíduos quanto ao consumo. A todo tempo ela ‘induz’ as necessidades, mas, na maior parte dos casos, o faz considerando o conjunto da realidade econômica e cultural. Os anúncios publicitários terão maior ou menor sucesso comercial a partir do nível de suas correspondências com o entorno social (LYRA, 2008).
A televisão, presente em mais de 40 milhões de lares hoje no Brasil, representa um meio de fundamental importância para os publicitários para transmitir campanhas divulgando produtos e serviços. Esse meio de comunicação em massa é visto de duas formas por vários teóricos: de um lado tem-se a TV como um meio de distração, por outro ver-se a mesma como alienadora, contribuindo para a banalização de temas importantes na sociedade. Nesse contexto, a televisão serviria como uma modificadora de necessidades e desejos dos telespectadores (INMETRO&IDEC, 2002).
Porém,as necessidades criadas através da publicidade representam, primeiramente, os interesses econômicos das grandes empresas. Secundariamente, baseiam-se nos possíveis sonhos das mais diversas naturezas do chamado público alvo. A exploração do desejo sexual é recorrente, no desejo de vender produtos tão diversos como refrigerantes ou automóveis (LYRA, 2008).
Segundo Lyra (2008), citando Baudrillard, a publicidade atuaria diretamente nos desejos e anseios de grupos sócio-culturais, sendo, dessa forma, consumida antes de ser dirigida ao processo de consumo. De acordo ainda com a autora, existe hoje discursos publicitários que estão relacionados a criação de ícones de desejo na população. Pode-se citar três desses ícones na atualidade, a saber: telefone celular, automóvel e casa própria, sendo que a maioria das propagandas divulgadas na TV estão relacionadas a eles.
Um outro fato a ser destacado é separação da publicidade direcionada a grupos e a classes sociais. Hoje, grandes vitimas dessa publicidade, e principalmente a enganosa, são as crianças, sendo que essas são muito vulneráveis à publicidade, não tendo capacidade de discerni entre informações corretas e falsas. Produtos alimentícios e brinquedos são divulgados a todo momento prometendo funções e qualidades inexistentes. Porém, não são somente as crianças que são alvos dessa mídia alienadora. Os jovens são explorados diariamente por essa publicidade, sendo que essa tenta criar para esses estilos de vida e identidades, fazendo com que o jovem sinta-se bem, participando de um grupo especifico (INMETRO&IDEC, 2002).
Os adultos também são bombardeados diariamente por essa publicidade. Porém, como não poderia deixar de ser, existe uma linguagem diferente. Ver-se muito atualmente a luta pelo corpo perfeito. Homens e mulheres vivem em busca de alimentos, remédios, cosméticos, etc. que venham proporcionar um corpo bonito. Nesse contexto, vale ressaltar a banalização do corpo por essa mídia (LYRA, 2008).
Classificados conforme o sexo, a faixa etária e, sobretudo, a faixa de renda, homens e mulheres são alvo de anúncios que procuram explorar seus anseios e frustrações, induzindo esse público a suprir, por meio do consumo, suas necessidades de realização pessoal (INMETRO&IDEC, 2002).
Em suma, a evolução do marketing, da publicidade e da propagando em nosso meio está diretamente ligada à forma de consumir existente hoje em nossa sociedade.
Cabe a nós, diante do que foi exposto, rever nossos conceitos e saber distinguir o que existe de bom e ruim na nossa mídia atual, não a deixando entrar em nossos lares e orientar nossa forma de agir, pensar e consumir.


Pedrin Oliveira!

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Ana Nágila disse...

Adorei a matéria, vamos fazer um seminário próxima semana sobre indústria cultural e super importante ter mais embasamento cultural sobre o assunto! ;)

é vc q faz modelagem na quinta e mandou um e-mail perguntando do nosso blog? ^^
www.senzalademadame.blogspot.com

bjO!;*

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